O BID e as instituições financeiras regionais

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Família expulsa pela hidrelétrica Cana Brava

Família expulsa pela hidrelétrica Cana Brava (Glenn Switkes)

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Para melhor entender os impactos de grandes projetos de infra-estrutura afetando os sistemas fluviais, precisa-se entender o papel das instituições financeiras regionais no financiamento dos projetos.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é o maior banco multilateral regional na América Latina. Durante a ultima década, o BID aprovou US$69 bilhões em empréstimos, dando um grande impulso aos projetos de integração de infra-estrutura regional, inclusive o Plano Puebla-Panamá na Mesoamérica e a Iniciativa para a Integração de Infra-estrutura na América do Sul (IIRSA).

O BID foi o financiador de muitas grandes barragens. Entre os seus projetos na América Latina são as usinas Yacyretá, Sobradinho, Salto Grande, Itaipú, El Cajón, Cana Brava, e Chixoy. O banco também financiou os estudos para a Hidrovia Paraguai-Paraná.

O desempenho ambiental e social do BID é inconsistente, no melhor de hipóteses. O BID iniciou uma revisão das suas políticas de meio ambiente, energia, povos indígenas, e do seu mecanismo de investigação em 2004. Apesar de consultas com grupos da sociedade civil, falta vontade por parte do BID de tomar medidas adequadas de elevar o nível de suas salvaguardas até aquelas do Banco Mundial, para citar um exemplo.

A Corporação Andina de Desenvolvimento (CAF), é outra instituição financeira multilateral importante. Enfocando na região andina, a CAF prove dobro o nível de financiamento na região do que o BID. A metade dos US$5,5 bilhões que emprestaram em 2006 foram aos grandes projetos de infra-estrutura. A CAF dispõe de políticas ambientais e sociais muito fracas, e não há mecanismos de inspeção no banco.

Uma agencia com cada vez mais influencia é o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES). O BNDES aprova mais de US$20 bilhões de empréstimos anualmente. Como a CAF, o BNDES não tem políticas adequadas para garantir a proteção do meio ambiente. Através do seu banco de exportação e importação, o BNDES já financiou estradas, barragens, e linhas de transmissão em outros países sulamericanos.

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Glenn Switkes