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O rio Xingu, de 1.979 km (1.230 milhas) de extensão,corre do cerrado, ou savana tropical da região central do estado do Mato Grosso, Brasil, rumo ao norte na Amazônia. A sua bacia cobre uma área de 531.000 km². 14.000 índios, de nove grupos étnicos distintos, vivem ao longo do Xingu. Em 1989, uma mobilização internacional, liderada pelos índios Kayapó, paralisou os planos da companhia estatal de eletricidade, Eletronorte, de construir um complexo de seis barragens no Xingu e o seu tributário, o Iriri. Agora, a Eletronorte está propondo a construção de uma primeira grande barragem no Xingu, chamada Belo Monte. Belo Monte deixaria comunidades indígenas ao longo da Volta Grande do Xingu sem água. Oponentes de Belo Monte dizem que a barragem será altamente ineficiente, com suas turbinas ficando paralisadas pelos três meses de baixa vazão do rio. Frente a esta realidade, estudos continuam para a hidrelétrica Babaquara (agora sendo chamada de Altamira) acima de Belo Monte para armazenar água durante o período da estiagem. No seu desenho original, Babaquara inundaria 6.000 km² de florestas. Três outras grandes hidrelétricas estão sendo planejadas para o rio Xingu. Estas barragens atingiriam diretamente o parque indígena do Xingu e outras reservas dentro da floresta amazônica. LATEST ADDITIONS: Atualização do Inventário Hidrelétrico rio Xingu Tenotã-mõ: Conseqüências dos projetos hidrelétricos no rio Xingu (5.7 MB) More information: Diários do Xingu, série de reportagens da Verena Glass na Agência Carta Maior CONTACT US: Glenn Switkes |
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